Trinta maneiras de destruir a criatividade dos candidatos à psicanálise
Palavras-chave:
transmissão da psicanálise, formação do psicanalista, crítica institucional, criatividadeResumo
O autor examina aspectos formais da formação psicanalítica que fomentam ou inibem a criatividade no trabalho dos candidatos. Cita trinta características dos institutos psicanalíticos que inibem a criatividade dos candidatos em seu trabalho e que, indiretamente, lançam luz sobre problemas da formação psicanalítica que requerem nossa atenção. Tais características incluem o fazer, sistematicamente, mais lento o progresso institucional dos candidatos; o ensino repetitivo e inquestionável dos artigos mais importantes de Freud; tendências monolíticas quanto aos enfoques teóricos; isolamento dos candidatos em relação às atividades profissionais e científicas da Sociedade Psicanalítica; incremento das relações hieráticas entre os docentes de psicanálise; rituais de graduação; desestímulo de contribuições originais por parte dos candidatos; isolamento intelectual dos institutos; falta de apresentação de trabalhos clínicos pelos membros docentes de mais experiência; descuido do estudo das controvérsias relativas à técnica psicanalítica; características “paranoiagénicas” da relação entre docentes em relação aos requisitos exigidos aos candidatos; o sistema “convoy” (de super-proteção); descuido do estudo dos limites científicos e culturais e das aplicações da psicanálise e efeitos dos conflitos institucionais sobre a admissão de analistas em formação.
Tradução: Sérgio Telles.
Downloads
Referências
Arlow J.A. (1991). Address to the graduating class of the San Francisco Psychoanalytic Institute, 16 June 1990. Amer. Psychoanalyst, 25: 15-16, 21.
Britton R. (1994). Publication anxiety: conflict between communication and affiliation. Int. J. Psychoanal., 75: 1213-1224.
Bruzzone M. et al. (1985). Regression and persecution in analytic training. Reflections on experience. Int. Rev. Psychoanal., 12: 411-415.
Cremerius J. (1986). Alla ricerca di tracce perdute. Il “Movimento psicoanalitico” e la miseria della istituzione psicoanalitica. Psyche, 40: 1036-1091 (Ital. transl.: Psicoterapia e Scienze Umane, 1987, xxi, 3: 3-34).
_____. (1987). Wenn wir also Psychoanalytiker die psychoanalytische Ausbildung organisieren, müssen wir sie psychoanalytisch organisieren! Psyche, 41, 12: 1067-1096 (Ital. transl.: Quando noi, psicoanalisti, organizziamo il training psicoanalitico, dobbiamo farlo in maniera psicoanalitica! Quaderni. Associazione di Studi Psicoanalitici, 1991, ii, 3: 5-23 [part i and ii], 4: 24-35 [part iii]).
_____. (1989). Analisi didattica e potere. La trasformazione di un metodo di insegnamento- apprendimento in strumento di potere della psicoanalisi istituzionalizzata. Psicoterapia e Scienze Umane, xxiii, 3: 4-27.
_____. (1996). I limiti dell’autorischiaramento analitico e la gerarchia della formazione istituzionalizzata. Luzifer-Amor, 9, 17, 18: 68-83 (Ital. transl.: Psicoterapia e Scienze Umane, 1999, xxxiii, 3: 5-22).
Dulchin J.; Segal A. J. (1982a). The ambiguity of confidentiality in a psychoanalytic institute. Psychiat., 45: 13-25.
_____. (1982b). Third party confidences: the uses of information in a psychoanalytic institute. Psychiat., 45: 27-37.
Giovannetti M. de F. (1991). The couch and the Medusa: brief considerations on the nature of the boundaries in the psychoanalytic Institution. Fifth ipa Conference of Training Analysts, Buenos Aires (unpublished).
Green A. (1991). Preliminaries to a discussion of the function of theory in psychoanalytic training. Fifth ipa Conference of Training Analysts, Buenos Aires (unpublished).
Infante J. A. (1991). The teaching of psychoanalysis: common ground. Fifth ipa Conference of Training Analysts, Buenos Aires (unpublished).
Kernberg O. F. (1986). Institutional problems of psychoanalytic education. J. Am. Psychoanal. Ass., 4: 799-834. Also in: Kernberg, 1998, ch. 14, p. 238-249 (Ital. transl.: Problemi istituzionali del training psicoanalitico. Psicoterapia e Scienze Umane, 1987, xxi, 4: 3-32).
_____. (1992). Authoritarism, culture, and personality in psychoanalytic education. Journal of the International Association for the History of Psychoanalysis, 1992: 341-354. Also in: Kernberg, 1998, ch. 13, p. 230-237.
_____. (1998). Ideology, conflict, and leadership in groups and organizations. New Haven, ct: Yale University Press (Ital. transl.: Le relazioni nei gruppi. Ideologia, conflitto, leadership. Milano: Cortina, 1999).
_____. (2001). “Some thoughts regarding innovations in psychoanalytic education”. Presentation at the International Psychoanalytical Association (ipa) Executive Council Meeting in Puerto Vallarta, Mexico, January 7, 2001 (Final Draft: January 30, 2001). Trad. it.: Alcuni pensieri sulle innovazioni nella formazione psicoanalitica. Psicoterapia e Scienze Umane, 2003, xxxvii, 2: 35-49.
Kirsner D. (2000). Unfree Associations: Inside Psychoanalytic Institute. London: Process Press.
_____. (2001). The future of psychoanalytic institutes. Psychoanalytic Psychology, 18, 2: 195-212 (Italian transl.: Psicoterapia e Scienze Umane, 2003, xxxvii, 2: 51-71).
Lifschutz J. E. (1976). A critique of reporting and assessment in the training analysis. J. Amer. Psychoanal. Ass., 24: 43-59.
Lussier A. (1991). Our training ideology. Fifth ipa Conference of Training Analysts, Buenos Aires (unpublished).
Wallerstein R. S. (1993). Between chaos and petrification: a summary of the fifth ipa conference of training analysts. Int. J. Psychoanal., 74: 165-178.