Poder morrer: um trabalho de Eros

Autores

  • Gláucia Faria da Silva Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.70048/percurso.76.43-48

Palavras-chave:

psicologia hospitalar, estudo de caso, psicanálise, humanização, pulsão de morte

Resumo

Tomando a psicanálise freudiana em sua radicalidade, o grupo de humanização de um hospital pediátrico realizou uma intervenção junto a Lina, moradora do hospital há 15 anos, com diagnóstico de neuropatia complexa grave. Esse grupo passou a visitar Lina diariamente, tensionando a lógica do cuidado do organismo através de narrativas primitivas de pressuposição de sujeito. Em um mês, Lina faleceu. A partir do monismo pulsional proposto por Radmila Zygouris, refletimos sobre a potência avassaladora de Eros no contexto da experiência de Lina.

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Biografia do Autor

Gláucia Faria da Silva, Universidade Federal de São Paulo

Gláucia Faria da Silva é psicóloga e psicanalista, mestre e doutora pelo Departamento de Psicologia Social do IPUSP (2008/2012). Paliativista pediátrica pelo IEP-Hospital Sírio Libanês (2019). Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae (2022). Professora e supervisora clínica da Especialização Psicanálise com Crianças do Instituto Sedes Sapientiae (desde 2023). Professora e orientadora da Especialização Humanização na Saúde: Narratividade, Subjetividade e Psicanálise da UNIFESP/UAB/CAPES desde 2023. Organizadora do livro: Luto em pediatria: reflexões da Equipe Multidisciplinar do Sabará Hospital Infantil (Manole, 2019).

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Publicado

11-09-2026

Como Citar

da Silva, G. F. (2026). Poder morrer: um trabalho de Eros. Percurso, 38(76), 43–48. https://doi.org/10.70048/percurso.76.43-48