Sustentando a implicação: desafios e possibilidades da postura ética em Winnicott e Masud Khan
DOI:
https://doi.org/10.70048/percurso.76.77-88Palavras-chave:
psicanálise, ética clínica, Implicação, reservaResumo
Este artigo discute as estratégias que sustentam a postura ética do analista implicado. A partir das obras de Winnicott e Masud Khan, argumentamos que uma maior implicação exige intensificação proporcional da reserva e, quando esse equilíbrio se rompe, há risco de excesso de implicação pelo esgotamento da reserva. A comparação entre os autores permite construir critérios para distinguir implicação de intrusão e identificar as condições de sustentação da postura implicada.
Downloads
Referências
Ferenczi S. (1928/1994). The elasticity of psycho-analytic technique. In Final contributions to the problems and methods of psycho-analysis. [ed. Michael Balint]. London: Karnac Books. p. 83-106.
____. (1930/1994). The principles of relaxation and neocatharsis. In Final contributions to the problems and methods of psycho-analysis. [ed. Michael Balint]. London: Karnac Books. p. 108-126.
Figueiredo L.C.; Coelho Júnior N. (2008). Ética e técnica em psicanálise. 2. ed., rev. ampl. São Paulo: Escuta.
____. (2018). Adoecimentos psíquicos e estratégias de cura: matrizes e modelos em psicanálise. São Paulo: Blücher.
Freud S. (1915/2010). Observações sobre o amor de transferência. In Observações psicanalíticas sobre um caso de paranoia relatado em autobiografia (“O caso Schreber”): artigos sobre técnica e outros textos. (1911-1913). Trad. e notas Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras. p. 210-228.
Godley W. (2001). Saving Masud Khan. The London Review of Books, v. 23, n. 4. Disponível em https://www.lrb.co.uk/the-paper/v23/n04/wynne-godley/saving-masud-khan. Acesso em: 10 dez. 2025.
Haraway D. (2016). Staying with the trouble: Making Kin in the Chthulucene. Durhan: Duke University Press.
Khan M. R. (1960). Regression and integration in the analytic setting. A clinical essay on the transference and counter-transference aspects of these phenomena. The International Journal of Psycho-Analysis, v. 41, p. 130-146.
____. (1972). Dread of surrender to resourceless dependence in the analytic situation. International Journal of Psycho-Analysis, v. 53, n. 2, p. 225-230. Disponível em: https://doi.org/10.4324/9780429482830-18. Acesso em: 10 dez. 2025.
____. (1974/1996). On Freud’s Provision of the therapeutic frame in privacy of the self: papers on psychoanalytic theory and technique. London: Karnac Books. p. 129-135.
____. (1988/1991). Quando a primavera chegar: despertares em psicanálise clínica. Trad. Cláudia Starzysnski Bacch. São Paulo: Escuta.
Little M. I. (1992). Ansiedades psicóticas e prevenção: registro pessoal de uma análise com Winnicott. Trad. Maria Clara de Biase Fernandes. Rio de Janeiro: Imago.
Shotwell A. (2018). Staying with the trouble: Making Kin in the Chthulucene by Donna J. Haraway. PhiloSOPHIA, v. 8, n. 1, p. 145-150. Disponível em: https://doi.org/10.1353/phi.2018.0009. Acesso em: 10 dez. 2025.
Winnicott D. W. (1954/2000). Aspectos clínicos e metapsicológicos da regressão no contexto analítico. In Da pediatria à psicanálise. Rio de Janeiro: Imago. p. 374-392.
____. (1960/1983). Contratransferência. In O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artes Médicas. p. 145-151.
____. (1963/1983). Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica. In O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artes Médicas. p. 225-233.
____. (1964/1994). A importância do setting no encontro com a regressão na psicanálise. In Explorações psicanalíticas: D.W. Winnicott. Porto Alegre: Artes Médicas. p. 77-81.