Os inegociáveis

Autores

  • Ana Maria Sigal Instituto Sedes

Palavras-chave:

inconsciente, pulsão, sexualidade infantil, transferência, abstinência, método psicanalítico

Resumo

Este artigo reflete sobre os princípios metapsicológicos e clínicos fundamentais que constituem a base mínima para definir o campo psicanalítico. O objetivo não é estabelecer um padrão “ouro puro”, mas examinar criticamente até que ponto certas mudanças de paradigma podem, de fato, constituir outro campo. A discussão centra-se em conceitos fundamentais como inconsciente, pulsão, sexualidade infantil, bem como no enquadramento clínico estabelecido pela transferência e pelo princípio da abstinência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Maria Sigal, Instituto Sedes

Membro do Departamento de Psicanálise desde 1985. Professora e supervisora no curso de Psicanálise do Instituto Sedes desde sua fundação (1976). É fundadora e coordenadora do Curso Clínica Psicanalítica: Conflito e Sintoma (1997) e representante do Departamento de Psicanálise no Movimento Articulação das Entidades Psicanalíticas brasileiras desde 2000. É autora de O lugar dos pais na psicanálise de crianças (Escuta, 1997), Escritos metapsicológicos e clínicos (Casa do Psicólogo, 2009), O originário e o recalque primário. Considerações sobre a formação do sujeito psíquico e novas patologias (Blucher, 2025). Organizadora de Ofício de psicanalista II: por que não regulamentar a psicanálise (Escuta, 2019).

Referências

Ab’Saber T. (2022). O soldado antropofágico. São Paulo: n-1.

Alonso S.L. (2016). Sexualidade: destino ou busca de uma solução? In Corpos, sexualidades, diversidades. São Paulo: Escuta. p. 13-31.

Ferraz F. (2025a). Desafios epistemológicos para a psicanálise. São Paulo: Blucher.

____. (2025b). O Departamento de Psicanálise e a formação de analistas, Percurso, n. 74.

Freud S. (1900/1988). La interpretación de los sueños. In Obras completas, v. 4. Buenos Aires: Amorrortu. p. 17-707.

____. (1905/1988). Tres ensayos de teoría sexual. In Obras completas, v. 7. Buenos Aires: Amorrortu. p. 109-223.

____. (1912/1988). Sobre la dinámica de la transferencia. In Obras completas, v. 12. Buenos Aires: Amorrortu. p. 95-105.

____. (1912/1988). Trabajos sobre técnica psicoanalítica. In Obras completas, v. 12. Buenos Aires: Amorrortu. p. 80-104.

____. (1914/1988). Contribución a la historia del movimiento psicoanalítico. In Obras completas, v. 14. Buenos Aires: Amorrortu. p. 1-64.

____. (1923/1988). El yo y el ello. In Obras completas, v. 19. Buenos Aires: Amorrortu. p. 3-64.

____. (1938/1988). Esquema del psicoanálisis. In Obras completas, v. 23. Buenos Aires: Amorrortu. p. 173-182.

Fuks M.P. (2023). Psicopatologia psicanalítica e subjetividade contemporânea. São Paulo: Blucher.

Laplanche J. (1987). El inconciente y el ello. Problemáticas IV. Buenos Aires: Amorrortu.

Laplanche J.; Pontalis J.-B. (2016). Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes.

Nogueira I.B. (2021). A cor do inconsciente: significações do corpo negro. São Paulo: Perspectiva.

Roussillon R. (2013). Teoria da simbolização: a simbolização primária. In Figueiredo L.C.; Savietto B.B.; Souza O. (orgs.). Elasticidade e limite na clínica contemporânea. São Paulo: Escuta.

Sigal A.M. (1997). A organização genital infantil. In Alonso S.L.; Leal A.M. (orgs.). Freud: um ciclo de leituras. São Paulo: Escuta.

Sigal A. (2025a). Abstinência. Boletim online do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, n. 74, abril.

____. (2025b). O originário e o recalcamento primário. São Paulo: Blucher.

Silva Jr. N. (2018). O mal-estar no sofrimento e a necessidade de sua revisão na psicanálise. In Patologias do social: arqueologias do sofrimento psíquico. Belo Horizonte: Autêntica. p. 35-58.

Downloads

Publicado

15-04-2026

Como Citar

Sigal, A. M. (2026). Os inegociáveis. Percurso, 38(75), 21–30. Recuperado de https://percurso.openjournalsolutions.com.br/index.php/ojs/article/view/1597